segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O japonês da pátria filho também vai imigrar.



Não, eu não consegui uma vaga numa fábrica japonesa e nem pretendo virar dekassegui. Depois de um tempão sem postar aqui finalmente vou revelar o motivo. Há alguns meses atrás recebi o convite para escrever em um blog de um grande projeto sobre o Centenário da Imigração Japonesa. E acabei de inaugurá-lo. Ele está hospedado no site 100 anos Japão Brasil da Editora Abril. Nele pretendo dar continuidade ao que já vinha fazendo por aqui. E assunto é o que não vai faltar pois nesse meio tempo acabei encontrando mais um monte de histórias pra contar. Só o nome é que mudou, agora é Armazém 14. E é exatamente sobre o novo nome que escrevo no meu primeiro post. E eu não vou estar sozinho. Junto comigo haverá outras pessoas blogando sobre os mais diversos assuntos. Confira clicando aqui ou acesse http://www.100anosjapaobrasil.com.br/blogs

Enquanto isso o Japonês da Pátria Filho vai ficar um pouco inativo mas mais novidades devem vir por aí.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Viva Pitágoras!!!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Torcendo por Fabiana nos jogos Parapan-Americanos



O Pan do Rio terminou. Muitos atletas nikkeis fizeram bonito, como Guilherme Kumasaka no badminton, Hugo Hoyama no tênis de mesa, Poliana Okimoto na natação e Luisa Matsuo na ginástica rítmica. Mas neste final de semana (domingo 12) começa uma nova competição. Muito mais especial. É o Parapan-Americano, que pela primeira vez será realizado na mesma cidade-sede dos jogos Pan-Americanos.

A colônia japonesa vai ser representada por Fabiana Sugimori. Cega desde quando era uma recém-nascida, Fabiana começou cedo na natação incentivada pela mãe. Aos 3 anos de idade já dava as primeiras braçadas numa piscina. Aos 12 disputava campeonatos e com 15 participou da sua primeira Paraolimpíada em Atlanta.

As medalhas vieram naturalmente. Ouro nas paraolimpíadas de Sidney e Atenas no 50m livre, além de diversas medalhas nos parapans de 1995, 1999, 2001 e 2003. E com certeza neste daqui também. Estamos torcendo!!!

sábado, 21 de julho de 2007

Cultura Pop Japonesa


Já faz quase meio século que os seriados e desenhos japoneses fazem parte da infância dos brasileiros. Primeiro foi o National Kid na década de 60, depois vieram o Ultraman, o UltraSeven, o Jaspion, o Speed Racer, o Sawamu, até chegar nos dias de hoje com Pikachu, Dragonball, Naruto, etc, etc...

Atualmente, os mangás e os animês viraram uma verdadeira febre. Só neste mês de julho a cidade de São Paulo foi palco de 3 grandes eventos sobre o assunto, que reuniuram milhares de crianças e adolescentes sedentos por novidades.

Alexandre Nagado é um desses viciados em cultura pop japonesa e um verdadeiro conhecedor do assunto. Tanto que já colaborou em revistas e sites especializados, além dele próprio já ter roteirizado as versões brasileiras em quadrinhos de sucessos da TV como Changeman, Street Fighter e Flashman. E neste mês ele acabou de lançar o Almanaque da Cultura Pop Japonesa (editora Via Lettera). Neste livro Nagado reuniu diversas matérias e artigos sobre Mangá (quadrinhos), Animê (Desenho Animado) e Tokusatsu (as séries com atores), que ele escreveu ao longo de 10 anos. Mas o mais legal foi que ele não se restringiu apenas ao que foi lançado no Brasil, o que faz da sua leitura uma grande oportunidade de conhecer novos personagens, assim como se supreender com a versão japonesa de um famoso herói, o Homem-Aranha, que no Japão ganhou versões em mangá e em um seriado ao estilo Jaspion que ficou conhecido como Supaidaa Man (a pronúncia japonesa para Spider Man).

O Nagado também tem um blog, o Sushi Pop (veja o link ao lado) onde também fala sobre o assunto e sobre seu trabalho como ilustrador, caricaturista e quadrinista.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Grafite do Centenário



Quem passar pelo Complexo Viário Avenida Paulista/ Dr. Arnaldo/Rebouças, mais conhecido como Túnel da Paulista, vai notar o toque oriental dos grafites nas paredes. É que em janeiro deste ano foram convidados cerca de 140 artistas urbanos para colorir os 2200 metros quadrados de parede da região numa homenagem antecipada ao Centenário da Imigração Japonesa.

A iniciativa foi do projeto Olhar Oriental e contou com a parceria da Comissão Oficial do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e da Prefeitura de São Paulo.

Mais imagens aqui.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

A Revolução de 1932.


Desde 1997 foi decretado no estado de São Paulo o feriado do dia 9 de julho, com o objetivo de lembrar o dia em que iniciou a Revolução Constitucionalista de 1932, que tinha como objetivo a volta do regime democrático no país, que na época era governado por Getúlio Vargas.

A luta armada teve fim no dia 2 de outubro do mesmo ano com a derrota dos paulistas. Foram 35 mil soldados paulistas contra 100 mil soldados do Governo de Getúlio Vargas. Mas a luta não foi em vão, apesar da permanência de Vargas no governo, em 1934 era promulgada uma nova Constituição brasileira.

Vale destacar a participação das colônias estrangeiras de São Paulo, inclusive a japonesa que chegou a colaborar com donativos e voluntários para serviços auxiliares, além dos inúmeros nikkeis que pegaram em armas ao se unirem as tropas paulistas. Um desses voluntários foi o nikkei José Yamashiro.

Yamashiro era então um estudante ginasial, mas muito bem informado pois já convivia com pessoas influentes na colônia japonesa. Acompanhava através dos jornais as notícias relacionadas a Revolução. Achava a causa justa e acabou se alistando como voluntário. O pai que morava em Bastos, foi avisado por carta, mas apoiara a decisão do filho.

Após o fim dos confrontos Yamashiro retomou os estudos. Alguns anos depois começou a carreira como tradutor e jornalista. Foi um dos primeiros jornalistas nikkeis a ter uma coluna em português no jornal Nippak Shimbum. Depois teve passagens pela Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), Revista Visão (um tipo de Veja da época) e dirigiu a revista Mundo Econômico.

Como escritor, Yamashiro possui diversas obras que abordam a cultura japonesa. Também foi autor de uma biografia de Jânio Quadros, com quem chegou a dividir um escritório quando o ex-presidente ainda era um jovem advogado e professor de geografia.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Garotas que batem um bolão e uma bolinha também.


Se as pessoas aqui no Brasil mal conhecem o beisebol imagine a sua versão simplificada, o softbol. Foi exatamente para chamar a atenção de patrocinadores e da imprensa que a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol resolveu lançar um kit de divulgação do esporte contendo um álbum com fotos de algumas jogadoras da Seleção Brasileira que irão disputar os Jogos Pan-Americanos no Rio.

Essa idéia foi inspirada no álbum lançado por atletas australianos pouco antes das Olimpíadas de Sidney, onde eles posaram exatamente como vieram ao mundo. A diferença é que no Brasil o ensaio foi muito mais recatado. Como quase todas as meninas da seleção são descendentes de japoneses seria um choque para a colônia que tem fama de conservadora. O que foi também um alívio para pais e namorados.

O ensaio fotográfico contou com apenas 7 das 17 convocadas. Além da camisa do uniforme da seleção de softbol, não faltaram tacos, luvas e bolas para compor o figurino das atletas-modelos.

Criado nos Estados Unidos em 1887, o softbol é uma espécie de beisebol mais fácil de jogar e que possui regras próprias. Tanto nos jogos olímpicos quanto nos pan-americanos, apenas o softbol feminino tem participação, ficando o beisebol uma exclusividade para os homens.

Agora é torcer para que as meninas do softbol façam bonito no Pan como fizeram no álbum.

Para ver mais algumas fotos do ensaio clique aqui.

domingo, 1 de julho de 2007

Brasileiros com um pé no Japão.


Essa informação pode ser comprovada pelo próprio site das Havaianas.

A famosa sandália de borracha que hoje é símbolo fashion no Brasil e no mundo foi criada em 1962 inspirada no Zori, tradicional calçado japonês que possui o solado feito de palha de arroz e tiras de tecido.

sábado, 30 de junho de 2007

Que fim levou o Kasato Maru?


A história do famoso navio a vapor que trouxe os primeiros 781 imigrantes japoneses ao Brasil foi uma verdadeira aventura. O Kasato Maru, antes de pertencer ao governo japonês, foi utilizado pelos russos na guerra contra o Japão em 1904. Com a vitória japonesa a posse do navio mudou de mãos. Reformado para ser transformado em um navio de passageiros, o vapor ainda foi utilizado para transportar soldados para a Manchuria antes de levar imigrantes para o Havaí, México e Peru em 1906 e 1907.

Depois de sua passagem pelo Brasil o Kasato Maru foi transformado em navio de carga até o início da 2a guerra mundial quando voltou a ter uso militar. Apesar de ser sempre lembrado nos aniversários da imigração japonesa, o famoso navio teve um fim trágico. No dia 9 de agosto de 1945, três aviões borbardearam a embarcação numa ação que durou mais de 3 horas. Atualmente o que sobrou do Kasato Maru está em algum ponto no fundo do gelado Mar de Bering.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Um restaurante japonês para grandes lutadores.


Quem diria que no país da feijoada, da pizza e do churrasco existiria lugar para a culinária japonesa. No Brasil é cada vez maior o número de restaurantes japoneses, sendo só na cidade de São Paulo mais de 600 estabelecimentos onde a estrela principal é o sushi e o sashimi.

Mas não pense que a culinária japonesa é só feita de arroz e peixe crú. Na Liberdade existe um restaurante japonês onde você não encontra sushi e sashimi no cardápio e que vai fazê-lo tirar da cabeça a idéia que toda comida japonesa é light. No Restaurante Bueno o prato principal é uma sopa a base de carnes, legumes e vegetais conhecida como Chanko Nabe, que aliás não é uma simples sopa. No Japão ela é o prato dos lutadores de sumô. Isso mesmo, aqueles lutadores gigantes que tem em média 160 quilos. Só que no caso deles a dieta da sopa é pra ganhar peso.

O sumô é uma rara mistura de esporte e religião, tendo suas raízes ligadas ao Xintoísmo. Até hoje existe uma série de tradições que são seguidas a risca, como o penteado, as vestimentas, o uso de sal para purificar o local da luta, etc.. E o mesmo acontece com a alimentação, onde o Chanko Nabe é a base da alimentação de um lutador profissional de sumô.

Quem surgiu com a idéia de oferecer o prato no restaurante teve todo o mérito para isso. Fernando Kuroda, proprietário do Bueno, passou 12 anos no Japão onde foi lutador de sumô profissional e aprendeu a cozinhar a iguaria quando ainda era um novato no esporte. Uma vez que nas academias de sumô cabem aos mais jovens as tarefas domésticas como a limpeza dos alojamentos e o preparo das refeições. Kuroda foi um dos poucos lutadores brasileiros que conseguiu chegar ao campeonato profissional japonês.

Além do Chanko, o restaurante também serve outros pratos típicos como o udon, somen, algumas carnes grelhadas e aperitivos. Mas vale a pena deixar a dieta de lado pra provar essa iguaria dos lutadores. Alguém topa?

Restaurante Bueno
Rua Galvão Bueno, 458, Liberdade
De Terça a Domingo - aberto apenas no jantar.